segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Semana de Estudo 2014 - Vídeos dos Alunos

Termologia
Beatriz Lopes, Dara Zago, Eduarda Caroline e Rafaelle Trevisan


Magnetismo
Grupo: Luiza Marino, Lara Carvalho, Marina Marin, Rafaella Mangabeira,
Samanta Aurora, Thaís Oliveira e Victória Ribeiro


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

2014 - 4ºBimestre - Avaliações Mensais (Semana que vem)

2014 2ºAno 4ºBimestre - Avaliação Mensal - Hidrostática 

Cada equipe formada de 4 a 5 alunos deverá desenvolver um experimento baseado no conceito / figura / exercício abaixo: 

  • Atividade 1 p.3 
  • Fig.1 p.5 (De acordo com Stevin, no mesmo líquido...) 
  • Leitura Complementar p.6 (Utilizar máquina de medir pressão e demonstrar) 
  • Fig.2 p.6 Vasos Comunicantes 
  • Fig.1 p.7 Vasos Comunicantes (Considerando o princípio de que o sistema...) 
  • Fig.2 p.7 Manômetro 
  • Fig.3 p.8 Princípio de Pascal (Assim: F1/A1 = F2/A2) 
  • Ex.19 p.13 
  • Figs. 2, 3 e 4 p.16 Princípio de Arquimedes (Submarino: vídeo do Manual do Mundo) 
  • Ex.18 p.22 Peso Aparente 

O experimento deve ser apresentado na data marcada pelo professor e, no momento da apresentação, deve ser entregue uma folha com um resumo do que foi apresentado sobre a experiência, material utilizado, procedimento e conceitos envolvidos. O cabeçalho deve ser completo e organizado. 



2014 3ºAno 4ºBimestre - Avaliação Mensal - Gravitação 

Cada equipe formada de 4 a 5 alunos deverá desenvolver uma apresentação baseada em um dos corpos celestes abaixo citados: 

  • Sol 
  • Mercúrio 
  • Vênus 
  • Marte 
  • Júpiter 
  • Saturno 
  • Urano 
  • Netuno 
  • Plutão 

grupo se apresentará em data determinada pelo professor e, no momento da apresentação, deve ser entregue uma folha com os conceitos que serão expostos sobre cada planeta, a saber: período orbital, período de rotação, velocidade orbital, velocidade de rotação, diâmetro, massa, densidade, gravidade superficial e velocidade de escape (fazer comparação com os dados da Terra)Deve também constar uma explicação de como se aplicam as Leis de Kepler e da Gravitação de Newton ao seu movimento e a gravidade que ele gera. O cabeçalho deve ser completo e organizado. 

2014 3ano 4bim - Força da Gravidade

Vídeo para a Aula sobre a Força da Gravidade


terça-feira, 12 de agosto de 2014

2014 3bim Exobiologia (Astrobiologia) para Termologia (2ano) e Magnetismo (3ano)

Bom dia, pessoal... Seguem os textos para leitura em casa:

TEXTO 1

Exobiologia (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre)

Ácidos nucléicos podem não ser as únicas biomoléculas no Universo capazes de codificar vida.1
Exobiologia ou Astrobiologia (outros termos são exopaleontologia, bioastronomia e xenobiologia) é o estudo da origem, evolução, distribuição, e o futuro da vida no Universo. Ou seja, é o estudo das origens, evolução, distribuição e futuro da vida em um contexto cósmico.2 Ela trabalha com conceitos de vida e de meios habitáveis que serão úteis para o reconhecimento de biosferas que poderão ser diferentes da nossa. A astrobiologia envolve a procura por planetas potencialmente habitáveis fora do Sistema Solar, a exploração de Marte a de planetas e satélites externos, pesquisas de laboratório e de campo sobre as origens e evolução da vida primitiva na Terra, e estudos do potencial adaptativo da mesma em nosso planeta e no espaço. A astrobiologia utiliza pesquisas multidisciplinares que compreendem astronomia, biologia molecular, ecologia, ciências planetárias, ciências da informação, tecnologias de exploração espacial e disciplinas correlatas. Esse vasto caráter interdisciplinar da astrobiologia resulta em visões e compreensão amplas de fenômenos cósmicos, planetários e biológicos, porém requer o esforço coordenado e conjunto de pesquisadores de diversas áreas.

Visão geral
Não se sabe se vida fora da Terra utilizaria estruturas celulares encontradas aqui. (Cloroplastos, parte da célula vegetal, são mostrados aqui). O meteorito marciano ALH84001 mostra formações microscópicas que podem ter sido originadas por vida fora da Terra.
A etimologia de astrobiologia vem do grego antigo “astron”, “estrela, constelação”; “bios”, “vida”; e “logia”, “estudo”. Apesar da astrobiologia ser um campo emergente e em desenvolvimento, a questão da existência de vida em outros lugares no Universo é uma hipótese verificável e portanto um ramo passível de investigação científica. Apesar de antigamente ser considerada fora da ciência mainstream, a astrobiologia virou um campo de estudo formal no século XX. A NASA fundou seu primeiro projeto de astrobiologia em 1959 e estabeleceu um programa de astrobiologia em 1960.6 O programa de exploração espacial Viking da NASA, que começou em 1976, incluía três experimentos biológicos criados para verificar a possibilidade de traços de vida em Marte. Em 1971, a NASA fundou a Busca por Inteligência Extraterrestre (Search for Extra-Terrestrial Intelligence – SETI) para procurar pelos céus por evidência de comunicação interestelar provinda de uma civilização de um planeta distante. Outra missão espacial não tripulada para Marte, o Mars Pathfinder , aterrissou em 1997 trazendo vários experimentos exopaleontológicos na esperança de achar fósseis microscópicos nas rochas do planeta vermelho.7
No século XXI, a astrobiologia virou o foco de um número crescente de missões da NASA e da Agência Espacial Européia . O primeiro workshop europeu sobre astrobiologia ocorreu em Março de 2001 na Itália ,8 e o resultado foi o programa Aurora.9 Atualmente, a NASA hospeda um instituto astrobiológico (NASA Astrobiology Institute) e um número crescente de universidades norte-americanas, inglesas, canadenses, irlandesas e australianas agora oferecem programas de graduação em astrobiologia.10 11
Um foco particular da astrobiologia moderna é a busca por vida em Marte pela sua proximidade espacial e por sua história geológica. Existe um número crescente de evidências que sugere que Marte antigamente possuía uma quantidade considerável de água em sua superfície, sendo que a água é um precursor essencial para a vida baseada no carbono.12
Missões feitas especialmente para procurar por vida incluem o já citado programa Viking e as sondas Beagle 2, os dois em Marte. Os resultados do programa Viking foram inconclusivos13 e as sondas Beagle 2 falharam na transmissão de dados para o controle na Terra, assim é provável que elas tenham quebrado em solo marciano.14 Uma missão futura com um importante papel astrobiológico seria a Jupiter Icy Moons Orbiter, planejada para estudar as luas congeladas de Júpiter, pois algumas delas podem ter água líquida, mas a missão foi cancelada. Recentemente, a espaçonave Phoenix sondou a superfície de Marte a procura de evidências de vida microscópica presente ou passada e de uma possível história de presença de água lá.
Em 2011, a NASA planeja lançar o veículo explorador Mars Science Laboratory (laboratório científico marciano) que irá continuar a busca de vida presente ou passada em Marte utilizando-se de uma variedade de instrumentos científicos. A Agência Espacial Européia está desenvolvendo o veículo explorador astrobiológico ExoMars, que irá ser lançado em 2018. (...)

TEXTO 2

Exobiologia (Fonte: Inforescola)
Por Mayara Lopes Cardoso  

Também conhecida como Astrobiologia, a Exobiologia  é a ciência que se incumbe de estudar a possibilidade de vida em espaços extraterrestres, levando em consideração desde a origem dessas formas de vida até as condições ambientais para sua existência. O termo Exobiologia foi criado pelo cientista estadunidense Joshua Lederberg, em meados do século XX, durante sua participação em experiências da NASA voltadas à procura de vida no planeta Marte.
Falar de Exobiologia sem mencionar a NASA é impossível. A NASA (sigla que em português significa Administração Nacional do Espaço e da Aeronáutica), criada em 1958, é uma repartição do Governo dos Estados Unidos que realiza trabalhos de exploração espacial. Essa agência é responsável, por exemplo, pela passagem do homem à Lua e por programas de estudos do espaço. Trata-se da principal entidade de pesquisas espaciais de todo o mundo.

De início, a Exobiologia foi desacreditada pelos cientistas exatamente por ter como objeto de estudo a vida extraterrestre, que, no frigir dos ovos, nem poderia ser tido como tal. Paulatinamente, a Exobiologia começou a ganhar a aceitação de parte desses cientistas e hoje estuda e busca a resposta de questões pertinentes relacionadas à vida extraterrestre, como a possibilidade de colonização de ambientes externos à Terra, se existe ou não civilizações nesses espaços, se essas formas de vida dependem do Sol como na Terra, ou mesmo se esses seres extraterrestres têm a existência fundamentada em outro elemento químico (por exemplo o silício) ou no carbono, igual aos terráqueos.

Algumas descobertas têm sido desencadeadas nos últimos tempos, o que para muitos não diz nada, mas para a comunidade científica, são verdadeiros achados. Pode-se citar como exemplo, uma bactéria encontrada no Lago Mono (localizado na Califórnia, EUA, caracterizado pelo seu alto teor de alcalinidade e salinidade), que, ao ser cultivada em laboratório, apresentou a peculiaridade de substituir o Fósforo pelo Arsênio em suas atividades metabólicas, o que mostra que tal microrganismo é capaz de sobreviver a condições extremas aqui na Terra e que a vida tem uma extraordinária capacidade de adaptação nos mais diferentes ambientes. Outro grande achado da exobiologia foi a detecção de moléculas orgânicas extraterrestres, que provavelmente teria chegado à Terra através da queda de meteoritos, fazendo jus à teoria da Panspermia.

De fato, ainda não existe nenhuma prova concreta de que existe vida em outros planetas, embora os indícios sejam bastante consideráveis. Com isso, os estudos exobiológicos continuam a todo vapor e a pergunta que não quer calar é: estamos realmente sozinhos no universo?

TEXTO 3


ASTROBIOLOGIA (Fonte: astrobiologia.net)
Astrobiologia é uma área de pesquisa que se preocupa em estudar origem, evolução distribuição e futuro da vida, seja na Terra ou, eventualmente, fora dela. A Astrobiologia como se conhece hoje evoluiu da Exobiologia, campo de pesquisa surgido na NASA no contexto da corrida espacial, durante a Guerra Fria, e que propunha a buscar vida fora da Terra. Uma das grandes preocupações da época era a possivel existência de microorganismos patogênicos nestes ambientes que, uma vez trazidos para a Terra, poderiam causar uma grande pandemia.
Por não ter encontrado nenhuma evidência conclusiva de vida fora da Terra após diversas missões espaciais, como as sondas Vikking 1 e 2, lançadas pela NASA para Marte na década de 70, a comunidade científica passou a se perguntar se não haviam encontrado vida por de fato ela não existir fora de nosso planeta ou se por não sabermos como, onde e o que procurar. Em adição, o objeto de estudo da Exobiologia, a vida extraterrestre, era objeto de crítica de grande parte da comunidade científica. Como os fatos indicavam para a não existência de vida em outro lugar, a Exobiologia seria uma ciência sem um objeto de estudo, o que tornou essa área de pesquisa difícil de justificar e financiar.
Por todas essas questões, a NASA decidiu, em 1998, substituir o programa de Exobiologia, pelo de Astrobiologia. A Astrobiologia, por sua vez, tem como um de seus objetivos entender melhor a vida na Terra e sua conexão com os fenômenos cósmicos, como modelo para o entendimento da sobre uma possível vida extraterrestre. Além disso, a Astrobiologia visa entender os processos que levaram à origem da vida na Terra e que podem levar à origem em outros planetas, bem como a resposta dos organismos vivos à evolução do sistema planetário.
As perguntas tratadas pela Astrobiologia não são novas e já vêm sendo estudadas há muito tempo. A inovação da Astrobiologia foi relacionar essas perguntas e colocá-las sobre uma perspectiva multidisciplinar e integrativa. Desta forma, astronomos, biólogos, físicos, químicos, cientistas planetários, geólogos entre outros podem interagir para trabalhar nestas perguntas, que dificilmente seriam respondidas pelas disciplinas isoladamento.
No Brasil, trabalhos relacionados com Astrobiologia vêm sendo realizados individualmente há décadas, porém apenas nos últimos anos esse trabalho começou a ser organizado de maneira coesa em torno do tema. Em 2006 ocorreu o I Brazilian Workshop on Astrobiology, que reuniu a comunidade científica interessada no tema. Em 2011, a Sao Paulo Advanced School of Astrobiology, financiada pela Fapesp e pela USP, e a criação do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da USP permitiu um grande avanço na organização da comunidade científica brasileira. Paralelamente, diversas iniciativas individuais ou regionais continuam sendo realizadas, de forma que é inegável que a área está difundida e em rápida expansão por grande parte do país.
Nesses anos, recebemos muitas perguntas de alunos e interessados em geral, sobre Astrobiologia, como estudá-la e qual o espaço para atuação no país. Listaremos algumas perguntas e as respectivas respostas abaixo, na esperança de ajudar e motivar a futura geração de cientistas a atuar no tema. O banco de dados criado e disponibilizado pela RBA pode ser usado como uma meneira de pesquisar por professores, pesquisadores e alunos atuando no tema, mas a RBA e sua coordenação não se responsabilizam pela qualidade e veracidade da informação disponível nesse banco de dados, pois ela é de total responsabilidade do pesquisador que a forneceu em seu cadastro.
Pergunta: Me interesso por astrobiologia e gostaria de direcionar meus estudos para o tema. Qual é a graduação mais adequada?
Resposta: A Astrobiologia é uma área multidisciplinar e há espaço para pesquisadores com formações em praticamente todas as áreas de ciências exatas e biológicas e mesmo em humanidades, em que há diversos pesquisadores atuando em impacto social, político, religioso etc da vida extraterrestre, por exemplo. Ou seja, qualquer pessoa que deseje trabalhar em Astrobiologia deve procurar uma área de formação que a agrade e, dentro desta, uma linha de pesquisa que tenha interesse e que faça sentido no contexto da Astrobiologia. Procurar por pesquisadores trabalhando nessa área e os tipos de pesquisa que desenvolvem pode ajudar a direcionar os estudos. É importante lembrar que, em Astrobiologia, é fundamental ser capaz de fazer relações entre diferentes campos de pesquisa, por isso, desenvolver uma formação multidisciplinar, e sólida, é bastante útil. Alunos que estejam em cursos muito focados são recomendados a assistirem disciplinas de outros cursos. Obviamente, não é obrigatória a formação multidisciplinar, mas é bastante benéfico. (...)

TEXTO 4

(Fonte: insite.com.br)
Exobiologia é o estudo dos efeitos de ambientes extra-terrestres em organismos vivos e do potencial da vida em outros planetas. Envolve questões como:
Os seres vivos dependem sempre de energia solar? Hoje já são conhecidos seres vivos subterrâneos não dependem da energia solar e sim da energia obtida pelos processos químicos do solo, o que permitiria pensar em seres vivos existentes mesmo em planetas com estrelas bem mais fracas ou distantes que o sol.
Outras formas de vida: será possível a vida baseada em silício ao invés de carbono?
Como estimar o número de civilizações avançadas que podem existir em nossa galáxia?

A Equação de Frank Drake:
N = R* fp . ne . fl . fi . fc . fL
Esta equação, formulada por Drake em 1961, é uma forma aceita pela comunidade científica para estimar o número de civilizações avançadas na galáxia. São seus termos:
N = O número de civilizações com capacidade de comunicação
R* = Número de estrelas na galáxia
fp = A fração de estrelas que possuem sistema planetário
ne = O número de planetas em um sistema, ecologicamente adequados para a vida
fl = A fração destes planetas onde a vida realmente surgiu
fi = A fração de planetas com vida onde a inteligência se desenvolveu
fc = A fração de planetas com vida inteligente que possuem tecnologia desenvolvida com capacidade de comunicações eletromagnéticas.
fL = A fração de duração da vida de um planeta marcada por uma civilização com esta capacidade.
Os números "f" possuem valores entre 0 e 1, reduzindo o valor de R*. Esta equação estima que atualmente pode existir cerca de 10000 civilizações com capacidade de comunicação em nossa galáxia.
Sobre possibilidade da vida baseada em silício
(texto de Isaac Asimov em "Asimov Explica", ed.Francisco Alves)

     "O átomo de carbono é capaz de ligar-se a, no máximo, quatro átomos diferentes (incluindo outros átomos de carbono), em quatro direções diferentes, e ele é tão pequeno que os centros dos átomos de carbono vizinhos estão bastante próximos entre si, o que possibilita a formação de fortes ligações. É por isso que se formam longas cadeias e anéis de átomos de carbono estáveis.
     O silício é o elemento que mais se assemelha ao carbono. Ele também pode ligar-se a, no máximo, quatro átomos diferentes, em quatro direções diferentes. No entanto, o átomo de silício é maior que o de carbono, de modo que as combinações entre átomos de silício são menos estáveis do que as combinações entre átomos de carbono. Longas cadeias e anéis de átomos de silício são muito menos prováveis de ocorrer do que seus análogos de carbono.
     É possível existirem longas e complexas cadeias de átomos em que silício e oxigênio alternam-se. A cada átomo de silício dois outros átomos ou grupos de átomos podem ser ligados, e ao tipo de molécula assim formado chama-se "silicone"
     Pode acontecer que grupos de hidrocarbonetos ou fluorcarbonetos unam-se a moléculas de silicone, formando moléculas suficientemente grandes, delicadas e versáteis, para servirem de base à; vida. Nesse sentido a vida baseada em silício é possível.
     Mas será que estas formas de vida existem realmente em alguma parte do universo? Ou será que existem formas de vida baseadas numa química completamente estranha, sem nenhum ponto em comum com a nossa? Pode ser que nunca venhamos a saber."

Termos relacionados:
Abiogênesis: É a origem de organismos vivos diretamente à partir da matéria sem vida.

Panspermia: Teoria que afirma que existem organismos vivendo pelo universo que se desenvolvem quando o ambiente é favorável.

TEXTO 5

A exobiologia, ou biologia extraterrestre, é reconhecida como ciência? (Fonte: Mundo Estranho)

É, sim. E ela não tem nada a ver com ufologia e outras pseudociências. A própria Nasa tem um instituto de astrobiologia - outro nome para a mesma disciplina, que une elementos de química, biologia e física. O que os exobiólogos da agência espacial americana e do resto do planeta fazem é analisar dados colhidos em missões espaciais à procura de ambientes favoráveis ao surgimento da vida. Mas esses cientistas não vivem apenas no mundo da Lua, não. Também há estudos com base em dados obtidos aqui mesmo na Terra. "Nos últimos anos, os exobiólogos têm se dedicado à investigação dos extremófilos, minúsculos seres que vivem em lugares inóspitos do nosso planeta, como nos pólos, no interior de rochas e em águas superaquecidas", diz o historiador Eduardo Dorneles Barcelos, pesquisador do Ministério da Ciência e Tecnologia, em Brasília, especialista em exobiologia.

A lógica em estudar esses seres terráqüeos é simples: se organismos acabam surgindo aqui em ambientes sem luz solar e em temperaturas demasiadamente altas ou baixas, é bem possível que eles já tenham aparecido em planetas e satélites naturais que só ofereçam condições iguais. Europa, a lua de Júpiter que pode conter um oceano subterrâneo, é candidata a abrigar organismos como esses. Junto com Marte e outros corpos celestes, ela está na mira dos exobiólogos. Como nos últimos anos já foram detectados quase cem planetas fora do sistema solar, não vai faltar trabalho para esses cientistas daqui para a frente.

EXOBIOLOGIA - Vida fora da Terra (Fonte: exobiologia.blogger.com.br)

Exobiologia é um termo criado pelo biólogo Joshua Lederberg, no inicio da década de 60, que trabalhou na NASA com pesquisas relacionadas com a possibilidade de vida na superfície de Marte. Exobiologia é a ciência que estuda vida fora da Terra (ex do grego = fora, exterior). Está voltada para o estudo das condições para existência e formação da vida. Com o passar dos anos a exobiologia ganharia cada vês mais "terreno". Em 1976 duas espaçonaves Viking, lançadas pela NASA, pousaram na superfície do planeta vermelho com experimentos destinados diretamente à procura de indícios de vida. Nas décadas de 1980-90 as espaçonaves Voyager I e II e Galileo encontraram evidências de oceanos subterrâneos em alguns dos satélites de Júpiter.

E, nos últimos anos, notícias de descobertas de exoplanetas, tornaram-se quase que uma rotina mensal, sendo que a mais impressionante foi a descoberta do Gl 581c em abril de 2007, 1° planeta na "zona habitável" fora do nosso sistema solar. A estes fatos soma-se a descoberta dos extremófilos, microorganismos capazes de sobreviver em condições extremas em nosso planeta, o que mostra que vida tem uma capacidade incrível de se adaptar aos mais variados ambientes. Sem dúvida nenhuma o grande passo de lá pra cá foi à detecção de moléculas orgânicas (Base de Carbono) extraterrestres pela espectroscopia na luz visível, muitos acreditam que a origem da vida na Terra seja realmente de natureza extraterrestre , mais provavelmente através de impactos de meteoritos e de pequenos cometas (teoria da Panspermia),que teriam trazido os "ingredientes" orgânicos da vida,por ex. o meteorito de Murchison, descoberto na Austrália em 1969, contém xantina e uracila, duas substâncias necessárias para a formação de DNA e RNA, moléculas essenciais (material genético) para a vida na Terra.Pesquisadores dos EUA e da Europa na edição de junho da revista especializada Earth and Planetary Science Letters. O meteorito reforça ainda mais a tese de que bases da vida vieram do espaço. No total, foram encontrados 70 aminoácidos no meteorito, mas apenas 6 são do mesmo tipo dos observados na Terra. Além disso, os átomos de carbono encontrados nas substâncias são de um tipo raro na Terra (carbono 13), o que praticamente garante que elas se formaram no espaço.

Desde a Grécia antiga, os filósofos ligados à escola dos atomistas, defendiam a idéia da existência de outros mundos, como o Anaximandro (c.610-c.540 A.C.), Leucipo (c.480-420 A.C.), Demócrito (c.460-370 A.C, entre outros, especularam muito sobre a possibilidade de encontrarmos mundos constituídos de uma infinita variedade. Infelizmente, na idade média essa idéia foi firmemente esmagada pela igreja através da inquisição, sendo que talvez o exemplo mais dramático foi quando o filósofo italiano Giordano Bruno (1548-1600) foi queimado vivo por afirmar em 1584: "Inumeráveis sóis existem, inumeráveis Terras giram ao redor destes sóis... Seres vivos habitam estes mundos"; (...)

TEXTO 6

VIDA FORA DA TERRA EXOBIOLOGIA (Fonte: exobiologia.blogger.com.br)
Gliese 581 c (apelidado pelos astrônomos de "Super Terra") é um planeta extra-solar que orbita a estrela anã vermelha Gliese 581 da constelação de Libra, localizado a 20,5 anos-luz da Terra. Possui 1/3 da massa do Sol e emite 50 vezes menos energia. Este planeta aparenta orbitar na zona habitável, tal como a Terra no sistema solar, o que significa que poderá conter água no estado líquido. É o primeiro planeta extra-solar habitável encontrado na história. A descoberta do planeta foi anunciada por astrônomos da França, Portugal e Suíça (24 de Abril de 2007), e liderada por Stéphanie Andry, do Observatório de Genebra usando o instrumento HARPS do ESO (Observatório Europeu do Sul), localizado no Chile. A equipe usou a técnica de velocidade radial. Baseando-se numa projeção da temperatura à superfície, Gliese 581c poderá ser o primeiro planeta extra-solar semelhante à Terra. Está também entre um dos menores planetas extra-solares. Entre as duas faces pode possuir um clima moderado, mais propício para o surgimento da vida.Em alternativa, a circulação atmosférica pode redistribuir o calor da estrela de forma mais equilibrada, permitindo uma habitabilidade maior. Segundo o co-autor do estudo que identificou o planeta, o astrofísico francês Xavier Bonfils do Observatório Astronômico de Lisboa, a temperatura pode variar entre zero e 40° C, ou seja, pode ter água em estado líquido à superfície.
De certa forma o começo foi à detecção de moléculas orgânicas (Base de Carbono) extraterrestre pela espectroscopia na luz visível, no ultravioleta UV), no infravermelho (IV) e rádio. O espectroscópio, que através das cores analisa à luz emitida, esta para um astrônomo ou exobiólogo o que à lupa esta para um detetive; no final da década de 60 foi descoberta a amônia (NH3) pela radioastronomia, e que as nuvens nos meios interestelares com hidrogênio (H), hélio (He), carbono (C), oxigênio (O), nitrogênio (N) e outros formam varias moléculas orgânicas complexas. Por exemplo, o HCOOH (ácido fórmico) e a H2CHN (metanímina) descobertos pela radioastronomia que, combinados, formam a glicina(NH2CH2COOH), aminoácido essencial para a vida que compõem as proteínas, foi detectado em uma nuvem interestelar na direção da constelação de Sagitário. Análise de alguns meteoritos carbonáceos revelou a presença de aminoácidos, como por exemplo o meteorito Murchison (J.Cronin- Univ. Arizona) onde foi detectado 74 diferentes aminoácidos e dezenas de outros compostos orgânicos, revelando que há mais diversidade orgânica de aminoácidos em meteoritos do que a própria vida na Terra. Outro dado interessante é a detecção de HCN ( ácido cianídrico) e de H2O (água) na nebulosa de Órion ("Berçário" de estrelas); em algumas nuvens interestelares foram identificadas moléculas mais complexas como C5H50H (álcool etílico). A espectroscopia ainda revelou radicais e moléculas orgânicas e água nos cometas [seriam os fecundadores espaciais?]
(Cometa Hle-bopp com os compostos orgânicos em destaque, seria um fecundador espacial?)
Até agora citamos alguns aspectos químicos, mas quando teremos à total certeza da existência de formas de vida em outros planetas? Não seria muita prepotência da espécie humana afirmar que só exista vida em nosso planeta?A Terra é apenas um minúsculo planeta localizado num sistema solar na periferia da nossa galáxia, a Via Láctea, que estima-se possuir mais de 200 bilhões de estrelas, 10% delas, ou seja, 200 mil são muito semelhantes ao nosso astro rei -o Sol. Então, numericamente, é enorme à possibilidade de existir outros planetas orbitando essas estrelas possuir condições para a vida como a tal conhecemos em nossa galáxia, mas também há muitas outras em todo universo; isso é objeto de estudo da exobiologia. Em nosso próprio sistema solar são poucas as chances de encontrarmos que haja condições ideais para manutenção da vida, por ex., Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, é um verdadeiro inferno com temperaturas superiores à 400o C acima de zero; Vênus que, apesar de estar mais longe do Sol que Mercúrio, é bem mais quente que o mesmo devido ao efeito estufa causado pela grande quantidade de CO2(gás carbônico) na sua atmosfera, cerca de 97%(na Terra é 0,04%), ocasionando uma letal chuva ácida também; Marte, sua frágil atmosfera não segura o calor da superfície, cerca de 25°C ao dia e 110°C à noite,tornando-o um imenso deserto àrido com 90% de gás carbônico, 10% de nitrogênio e outros gases,incluindo oxigênio(0,15%) não oferece condições ideais, mas é o mais promissor depois da Terra, provavelmente já houve muita água na superfície devido as fortes evidências como canais tortuosos que lembram leitos secos de rios na Terra no solo marciano, que é rico em óxido de ferro, responsável pela sua cor avermelhada e suspeita-se que em Marte haja muita água em seu subsolo, em Marte grandes vulcões ativos e formações montanhosas estranhas como a da suposta forma de rosto na região da Cydônia. (...)

TEXTO 7

Localização do Planeta Terra no Sistema Solar (Fonte: condicoes_da_terra.pdf)

A Terra é o terceiro Planeta, do Sistema Solar, a contar do Sol.
Situa-se entre os planetas Vénus e Marte. É o único planeta que reúne todas as condições necessárias para a existência de vida.

Condições da Terra que permitem a existência de Vida

A existência e a manutenção da grande diversidade de seres vivos é consequência das condições excepcionais existentes na Terra e ausentes em qualquer um dos outros planetas conhecidos e estudados até hoje. Entre essas condições são de destacar as seguintes:
• A distância «ideal» que a separa do Sol, conjuntamente com a existência de uma atmosfera filtradora, faz com que a Terra tenha temperaturas moderadas, amenas (nem muito quentes nem muito frias), quando comparadas com as de outros planetas. A absorção pela camada de ozono, existente na atmosfera, de parte
das radiações ultravioletas produzidas pelo Sol, permite que estas não atinjam na sua totalidade a Terra, o que seria letal para os seres vivos.
• A existência de água no estado líquido. A água entra na composição de todos os seres vivos que habitam a Terra, sendo a sua quantidade, em geral, elevada, o que prova a sua importância para as actividades vitais. A vida sem água não é, provavelmente, possível, pelo menos tal como nós a conhecemos.
• A existência de uma atmosfera com oxigénio e dióxido de carbono. O dióxido de carbono é uma das substâncias mais importantes para a vida, que resulta do facto de ser utilizada pelas plantas verdes na realização da fotossíntese, com a consequente libertação de oxigénio necessário à respiração delas próprias e de todos os outros seres vivos.
• A existência de substâncias químicas cujas propriedades permitem os processos complexos do metabolismo, a reprodução, a evolução e a adaptação dos seres vivos às variações das condições que os
rodeiam. As mais importantes dessas substâncias são os ácidos nucleicos, as proteínas, os glícidos, os lípidos, numerosos minerais, a água e o dióxido de carbono.

Ambientes Naturais e Biodiversidade

Foi na água que surgiram, há aproximadamente 3,8 milhões de anos (M.a.), os primeiros organismos vivos. Com o aparecimento dos seres unicelulares fotossintéticos, a atmosfera foi enriquecendo em oxigénio. A acumulação deste gás na atmosfera deu origem à camada de ozono que, funcionando como escudo protector, permitiu que os seres vivos colonizassem, também, o meio terrestre. Actualmente existe uma enorme diversidade (Biodiversidade) de seres vivos que se distribuem pelos diferentes ambientes naturais:

Os ambientes aquáticos e terrestres são constituídos por Ecossistemas.

Um Ecossistema é o conjunto formado pelos seres vivos (factores bióticos), pelos factores do meio físico (factores abióticos) e pelas interacções que estabelecem entre si. Ou seja, um Ecossistema é o equilíbrio dinâmico entre a comunidade de seres vivos (comunidade biótica) e o meio ambiente que rodeia essa comunidade.

A BIODIVERSIDADE DOS SERES VIVOS

A constatação da biodiversidade dos seres vivos leva-nos muitas vezes a escolher critérios morfológicos a fim de facilitar o seu estudo. No caso dos animais atendemos com frequência à presença ou ausência de divisão do corpo, tipo de simetria, tipo de esqueleto, tipo e órgãos de locomoção, formas de revestimento e regime alimentar. No caso das plantas, atendemos às características dos órgãos que constituem a parte vegetativa (raiz, caule e folhas), e dos que constituem a parte reprodutora (flores e frutos com sementes).